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Publicado em: 12/2/2010 ās 11h48

Discussões climáticas no G20 e uma mudança para votação da maioria nas decisões das Nações Unidas podem reviver os trabalhos para um novo acordo climático global após a baixa ambição demonstrada em Copenhague, dizem analistas.

O Secretariado de Mudanças do Clima da ONU pediu os pontos de vista de todos os países até 16 de fevereiro sobre quantos encontros são necessários em 2010 para tentar construir ímpeto para as próximas discussões ministeriais anuais no México de 29 de novembro a 10 de dezembro.

Os países ainda não estão certos do que fazer após o encontro de Copenhague acabar longe de um acordo compulsório, deixando o calendário para 2010 quase vazio. O único outro encontro da ONU planejado antes do México é de burocratas, em Bonn de 31 de maio a 11 de junho.

“Até agora ainda não houve o engajamento de um grupo menor de países que lideraria o caminho”, disse a diretora do programa de clima e energia do World Resources Institute Jennifer Morgan.

Analistas disseram que o G20, com conferências no Canadá em junho e Coréia do Sul em novembro, pode ajudar ao focar mais sobre as mudanças climáticas. Pedidos para a flexibilização da necessidade de unanimidade em decisões elementares na ONU poderiam facilitar o trabalho sobre um novo acordo.

“Precisamos trabalhar sobre o processo da ONU, o primeiro item é permitir decisões da maioria”, comentou o chefe do Centro de Resiliência de Estocolomo, na Universidade de Estocolomo, Johan Rockstrom.

Todos concordam que as discussões da ONU entre 194 nações são complicadas e então pequenos grupos são necessários ao longo do caminho. Mas Copenhague demonstrou que as nações em desenvolvimento, incluindo às mais vulneráveis à desertificação, aumento do nível do mar e enchentes, se sentiram excluídas.

Este ano, o presidente norte-americano Barack Obama pode querer que as discussões sejam no Fórum das Principais Economias (MEF, em inglês) e não no G20. O MEF é liderado pelos norte-americanos e composto pelos 17 maiores emissores, e se encontrou seis vezes em 2009. O G20 acrescenta Argentina, Arábia Saudita e Turquia aos membros do MEF.

 “Os Estados Unidos serão muito cuidadosos para não montar algo que pareça um rival ao processo da ONU”, explicou Alden Meyer da Union of Concerned Scientists, adicionando que o G20 era um local mais apropriado do que o MEF para as discussões climáticas.

Washington é um intruso entre as nações ricas por ter ficado de fora do Protocolo de Quioto. Além disso, a legislação para limitar as emissões no país está estagnada no Senado.

EUA - China

O diretor do Programa de Economia Ambiental de Harvard Robert Stavins também disse que Washington provavelmente está mais disposto a preferir o G20 do que o MEF. O MEF pode se reunir se outros países, talvez a União Européia, convocar as discussões.

O encontro de dezembro em Copenhague foi decepcionante para muitos países ao apresentar um acordo liderado pelos maiores emissores como China e Estados Unidos.

Stavins disse que encontrar um caminho para um acordo mais robusto era um “desafio tremendo”.

“Também é um jogo do ovo e da galinha entre Estados Unidos e China: A China não agirá antes que os EUA o faça. Os EUA está bem reticente em agir a menos que a China o faça”, comentou.

O presidente mexicano Felipe Calderon pediu uma revisão do princípio da unanimidade para aperfeiçoar as decisões.

O Acordo de Copenhague foi meramente “anotado” ao invés de “adotado” como um plano da ONU após oposição do Sudão, Cuba, Nicarágua, Venezuela e Bolívia.

“É tentador criticar a ONU e a sua inabilidade de lidar com (as mudanças climáticas). Minha visão pessoal sobre isso é que a ONU é a única que pode nos guiar a um acordo global”, comentou Rockstrom.

“Já fizemos isto antes sob o Protocolo de Montreal”, disse ele, se referindo ao pacto de 1987 para proteção da camada de ozônio.

Traduzido por Fernanda B. Muller, CarbonoBrasil
Para ler o texto original, entre na Comunidade de Carbono da Reuters,
clicando aqui


Carbono Brasil - Florianópolis/SC - REPORTAGENS CARBONOBRASIL - 11/02/2010

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