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Publicado em: 12/2/2010 ās 11h36

Os primeiros sinais de comércio de emissões na China emergiram no porto da cidade de Tianjin, em uma iniciativa para ajudar o país a alcançar a meta de intensidade das emissões de dióxido de carbono (CO2). Em três transações voluntárias, o banco de investimentos Citigroup e a empresa de energia russa Gazprom fizeram compras futuras de créditos de carbono provenientes da economia de emissões em usinas de energia que fornecem aquecimento à empresas e hospitais.

Os créditos representam a economia de emissões de carbono, ainda a serem verificadas, vindas da melhorias na eficiência energética. O valor de cada crédito de emissão ficou em torno de US$ 6,35 a tonelada de CO2. As transações são uma antecipação a um esquema regional compulsório de comércio de intensidade de emissões que está sendo instituído em Tianjin, que é localizada no coração da zona de inovação financeira chamada Nova Área de Binhai.

A China assumiu o compromisso de cortar a intensidade de gases do efeito estufa entre 40% e 45% abaixo dos níveis de 2005 até 2020. A meta de intensidade requer a redução do nível de emissão de CO2 por unidade de PIB ao invés de cortes absolutos nas emissões. A meta anterior de reduzir a intensidade em 20% até 2010 deve ser alcançada este ano.

O governo da cidade de Tianjin está por sua vez impondo metas de eficiência energética sobre as usinas de energia e os edifícios residenciais, comerciais e governamentais. Em um trabalho conjunto com a Tianjin Climate Exchange (TCE) e outros, a cidade está trabalhando para estabelecer um esquema de comércio de emissões até o inverno. Assim como outros esquemas similares, as entidades abrangidas poderão vender créditos ganhos por ultrapassar a sua meta para outras que tiveram uma performance inferior.

“Vemos isto como um começo da construção de um mercado de intensidade de carbono integralmente implementado na China”, disse o CEO da empresa Arreon Carbon John Shi ao Wall Street Journal. A Arreon trabalhou o acordo em conjunto com o governo de Tianjin, e ambos pretendem desenvolver o comércio de emissões na região para auxiliar no cumprimento das metas nacionais, comentou ele.

A TCE foi implantada em 2008 sob uma joint venture entre o governo da cidade, a estatal Petróleo Nacional da China e os proprietários das Bolsas do Clima de Chicago e da Europa para negociar Reduções Certificadas de Emissão sob o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) do Protocolo de Quioto.

Traduzido por Fernanda B. Muller, CarbonoBrasil

Carbono Brasil - Florianópolis/SC - REPORTAGENS CARBONOBRASIL - 10/02/2010

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