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Publicado em: 11/2/2010 ās 14h45

O forte calor que tem atingido grande parte do país e o consequente aumento do consumo de enrgia acenderam o sinal de alerta para a necessidade de se agilizar a implantação de mecanismos destinados a tornar mais eficiente o uso da energia no país, especialmente na indústria, que lidera os índices, respondendo por cerca de 46%, e também no comércio e em prédios públicos.

Para discutir este assunto, bem como apresentar novas tecnologias e modelos e cases de eficiência energética, será realizado no dia 18 de março, na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), o workshop Uso racional de energia na indústria, comércio e prédios públicos.

A proposta, segundo o diretor da empresa, Carlos Emmiliano Eleutério, é reunir empresários, executivos dos setores público e privado, consultores, pesquisadores, técnicos, prefeituras, empresas de projetos de conservação de energia (ESCO’s); concessionárias de água e energia elétrica; governos federal, estaduais e municipais, além de representantes de universidades, associações de classe, fabricantes de materiais e equipamentos, shopping, condomínios e universidades (públicas e privadas).

Na sua visão, o encontro cresce de importância, tendo em vista as perspectivas de rápida retomada da economia brasileira, impulsionada pela recuperação da atividade industrial no país e pelas políticas de expansão de infraestrutura em andamento, o que certamente vai gerar uma pressão adicional sobre o sistema elétrico do País. O temor maior é que esse processo traga novos riscos de apagões, que geram prejuízos incalculáveis, principalmente ao no setor industrial, que já começa a buscar mecanismos de segurança e de racionalização do uso de energia para fugir do fantasma de novos blecautes e reduzir seus custos com a compra de energia.

Além disso, destaca Carlos Emmiliano, o consumo de energia de um país é considerado indicador de desenvolvimento e um dos principais fatores de custos das indústrias. “Mas temos que pensar também no impacto que a construção de novos sistemas de geração provoca no meio ambiente. A palavra de ordem, hoje, no mundo, é pensar quanto de energia se pode deixar de produzir se o consumo for mais eficiente”, afirmou o diretor da Planeja. Essa diretriz da ONU, segundo ele, reforça a necessidade de melhorar a eficiência energética não só na indústria, mas também nas residências, prédios públicos, comércio, enfim uma preocupação de todo consumidor.

Atualmente, o Brasil dispõe de um potencial de eficiência energética da ordem de 29,7 bilhões de kWh/ano, equivalentes a R$ 3,9 bilhões. Na indústria, o potencial de eficiência energética com eletricidade chega a 9,2 bilhões de kWh/ano ou R$ 1,193 bilhão.

FONTE: Setorial News - 10/02/2010


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