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Publicado em: 11/2/2010 ās 14h35

Para se chegar aos números pretendidos, serão necessários investimentos entre R$ 40 bilhões e R$ 50 bilhões, segundo Carlos Roberto Silvestrin.

Um projeto da Cogen, em parceria com a Unica e com entidades do setor sucroalcooleiro, pretende viabilizar a implantação de 1 mil MW por ano de energia proveniente da biomassa entre 2011 e 2020, totalizando 10 mil MW. De acordo com o presidente da Cogen, Carlos Roberto Silvestrin, para se chegar aos números pretendidos, serão necessários investimentos entre R$ 40 bilhões e R$ 50 bilhões.
Entendemos que tem muita oportunidade para a indústria de cogeração, por isso queremos implementar 1 mil MW por ano. Essa energia poderá ser alocada tanto no mercado cativo, através de leilões, como no mercado livre, explicou Silvestrin. Segundo ele, foi feito um mapeamento no estado de São Paulo para o mercado de cogeração e climatização a gás e foi identificado um potencial de 3.400 MW, dos quais 700 MW estariam no setor de serviços e comércio.
Somente nesse ano, já estão programados pelo menos dois leilões que incluem a biomassa: o leilão de reserva - que conta também as eólicas e as PCHs - e o leilão de biomassa para o sistema isolado. Para Silvestrin, a expectativa para o leilão de reserva, que deverá ocorrer no segundo trimestre, é muito boa porque há uma retomada dos investimentos em bioeletricidade. Temos a entrada de investidores no setor de bioenergia, que não eram esperados, como a Petrobras e a Shell. Essas empresas estão buscando energia renovável e o aproveitamento dessa biomassa está dentro do foco, comentou o executivo.
Ele disse ainda que a fonte tem plenas condições de concorrer com as PCHs no leilão de reserva. Existem complexidades diferentes para a implementação de cada projeto. Os de biomassa nascem acoplados aos projetos de etanol e açúcar. Então já se tem uma facilidade de analisar a conexão, avaliou Silvestrin. Ele comentou ainda que os projetos de eólicas só existirão se venderem energia no certame, enquanto os de PCHs dependem de um ritual de licenças ambientais e estruturação dos projetos. Na bioeletricidade, você pode desenvolver o projeto, porque caso ele não venda energia no leilão, ele poderá atender aos consumidores livres, lembrou.
Silvestrin calculou que o preço da energia proveniente da biomassa está em torno de R$ 157/MWh, considerando os últimos leilões em que a fonte participou. O preço no mercado livre está um pouco abaixo disso devido a redução da demanda, analisou. Segundo ele, na avaliação do próprio ministério de Minas e Energia, a biomassa é a segunda fonte mais competitiva, perdendo apenas para as hidrelétricas. Precisamos de leilões regulares para a fonte, pois senão, desestabiliza o processo de planejamento tanto do fabricante de equipamentos quanto da própria indústria. Temos condições de manter um ritmo de oferta, contou o executivo.

FONTE: Brasil agro - 11/02/2010


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