Escrito por Alexandre Spatuzza
Segundo Starosta, que assumiu no final de 2009, a legislação que obriga as empresas de energia a investirem 0,5% de faturamento líquido em programas de eficiência energética têm um papel fundamental para ajudar o Brasil a reduzir a intensidade energética to país.
A discussão do programa, que patrocina desde troca de geladeiras em residências de baixa renda até a instalação de painéis de aquecimento solares e obras mais complexas em edifícios públicos, vai ser o foco de um grupo de trabalho que a Abesco está formando.
Segundo a Abesco, é um programa cuja qualidade é reconhecida internacionalmente.
Os outros grupos de trabalho vão abordar temas como prédios verdes, melhor relacionamento com a concessionárias de energia elétrica setor público e financiamento, este último é considerado uma questão fundamental para o setor.
As empresas de conservação energia necessitam de acesso facilitado a financiamento, hoje disponível pela linha Proesco do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, pois eles firmam contratos de desempenho com seus clientes pelo qual recebem após a implementação dos programas e de acordo com a economia atingida.
Segundo o antecessor de Starosta, Ricardo Davi, o financiamento continua sendo uma questão chave, mas em entrevista para o portal do Programa de Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) do governo federal, ele destacou outros pontos importantes, entre eles a retomada da discussão e estudos para estabelecer leilões de eficiência energética.
A retirada de demanda energética do sistema tem o mesmo comportamento físico da entrada de uma nova fonte geradora e o seu custo é aproximadamente a metade e sem qualquer impacto ambiental, a não ser os seus aspectos positivos, explicou.
Segundo matéria da Revista Sustentabilidade, a Empresa de Planejamento Energético (EPE) começou a discutir a questão mas acabou não sendo levando adiante, conforme confirmou a assessoria de imprensa da EPE à Revista Sustentabilidade.
INCENTIVOS FISCAIS
David também elencou inciativas públicas para facilitar a implementação de programas de eficiência energética no país como a incentivo fiscais ao desenvolvimento de equipamentos mais eficientes, expansão do programa de etiquetagem como Procel e Conpet e também mudanças nas leis de licitação do setor público para permitir que sejam firmados contratos de performance, abrindo um mercado adicional para as empresas associadas a Abesco.
O treinamento arquitetos, engenheiros e outras profissões para reconhecer a importância dos programas de eficiência energética também foi citado como uma prioridade do setor.
Revista Sustentabilidade - - EFICIÊNCIA ENERGÉTICA - 09/02/2010